segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Todos somos filhos de Deus, só não falamos a mesma lingua.



Acabei de assistir um otimo documentario, que de maneira clara e direta mostra detalhes da nossa cultura ocidental, que somam demais ao nosso conceito, caso você queira mergulhar nos principios e origens filosoficas da nossa cultura, cristã ocidental.
O inicio do documentario mostra, como mitos que até hoje tem força e são usados pela sociedade, foram simplesmente adaptados e capturados de outras culturas e civilizações mais antigas, sendo que algumas dessas civilizações, até hojem existem.
É curioso, como o ser humano e suas diversificadas sociedades, usam do mesmo mito para forjar varias situações, adaptando-as para as necessidades da sua sociedade e então assim a manipular.
Isso me leva a pensar que até nesse aspecto cultural, todos temos a mesma essencia, só mudando detalhes historicos, que foram adaptados para fazer sentido com a nossa historia, tornando assim o mito plausivel para a sociedade, a qual vivemos. E pensar que dezenas de sociedades já se ameaçaram e se destruiram por conta da mesma crença, que apenas foi modificada para que caiba melhor na cabeça dessas pessoas, que a essa sociedade, integram. A origem, a essencia é a mesma, mas as pessoas não se deram conta disso e se dividiram em muitas sociedades, as quais criaram antipatia, uma pela outra.
Outro ponto, que o documentario toca é na propaganda e na proliferação do medo, para manipular e assim fazer os individuos se tornarem mais homogeneos e com menos diferenças, tornando o controle da massa mais eficaz. Isso se faz com propagandas e propagandas, com a criação do inimigo comum, com ufanismo, sentimento de patriotismo e claro, o pão e o circo.
Se você reunir todos esses ingredientes no caldeirão social, não haverá quase alguma resistencia por parte do povo comandado e assim fica facil omitir ou desvirtuar fatos, sem ser questionado e isso leva a outro ponto que choca mais.
Esse outro ponto chocante, é quando há evidencias, que deixam claras, que toda uma população está sendo usada e até sendo maltratada em altissima escala, por interesses de muito poucos.
O documentario fala de guerras, atentados terroristas, genocidios, todos bancados e fortemente financiados por um pequeno grupo, que alimenta os dois lados que promovem o confronto. De resto, esse pequeno grupo que apoiou e forjou tudo isso, assiste de camarote os lados em guerra se matarem e os seus lucros aumentarem.
Não pensem que esse tipo de ação cruel e animalesca, promovida por essa gente pobre, apenas atinge apenas uma certa cultura. Eles promovem confrontos e atentados em todo o planeta e em breve, nós brasileiros, poderemos até mesmo sofrer com esse tipo de coisa, já que temos uns vizinhos não muito maleaveis e que dão margens a especulações desse tipo. E se eles forem o inimigo da vez?
Mais pro final, mostra-se que a manipulação das nossas vidas de forma integral, imposta por chips rastreadores, hão de destruir os nossos direitos a liberdade totalmente. Nesse caso, pode-se fazer uma reflexão sobre o que é "liberdade" e com isso abrir um parenteses, no meio do documentario. Talvez nós nunca a tivemos e agora é que não teremos mesmo.
No fim de tudo, o documentario foca em um conceito, o qual eu reflito há tempos, antes mesmo de ter visto essa pelicula... Esse conceito de nação, de país, de bandeira, etnia, raça etc. Eu sinceramente já pensei muito em me desfazer dessas divisões e conceitos sociais, que rotulam as pessoas e a sociedade como "brasileiras", "negras", "maranhenses", "catolicas", "heterossexual" etc.
Bandeira, porque defender uma bandeira? Defenda os humanos. No passado já pensei mais nisso e me aprimorei muito interiormente por já ter parado para questionar o porque do mundo ser dividido nesses conceitos, delimitando assim o contato de uns com os outros. Ser brasileiro, espirita, carioca, bissexual ou pardo já ajudou as pessoas em algo? Ser humanista já.
Vale ressaltar também o fortissimo teor politico do documentario, que deixa claro que o seu autor é democrata, sendo exposto, não apenas ataques e questionamentos ao governo Bush (Que foi terrivel), mas também quando se vê o uso de citações de politicos democratas e um trecho de um discurso de John F. Kennedy, que foi um dos presidentes mais populares, por parte do partido democrata e até hoje é muito lembrado no mundo inteiro.
Finalizando, vos deixo com a musica "O Mundo", pela voz de Ney Matogrosso e Pedro Luis e a Parede:

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