terça-feira, 16 de março de 2010

O primeiro carro a gente nunca esquece...

Eu confesso, eu nunca fui muito apegado a nada, principalmente a coisas materiais. Eu sempre fui descolado, sempre soube ter e não ter as coisas e as pessoas. Sempre achei idiotice aqueles que tratavam objetos, com algum sentimentalismo ou algo do genero. Normalmente, vejo muitas pessoas fazerem isso com seus carros, como se eles tivessem vida. Amigos, os carros não tem vida, mas agem como se tivessem. Eles parecem sim ter. Posso até dizer, que um carro pode ser o melhor amigo do homem.
Esse sentimento diferente em relação aos carros (principalmente com o meu), apareceu depois que eu soube que meu pai vai me agraciar com um novo veiculo. Nada contra, obvio que um dia eu teria que trocar de carro, pois nada é para sempre, ainda mais nessas ruas esburacadas de nossas cidades, no meu caso São Luis.
Acontece meus caros, que dessa ultima vez, a qual estava eu dentro do meu carrinho, eu comecei a pensar e a falar sozinho, coisas do tipo: "É meu caro, foi um prazer e obrigado por tudo." Como se o carro fosse uma pessoa que tivesse me prestado um serviço e que estava se despedindo de mim.
Ah, com certeza posso dizer que não há nada mais cumplice na vida de um homem que um carro. Ele viu tudo, ele sabe de todas, ele que me levou para conhecer os lugares, que eu nem imaginava que existiam, ele esteve comigo nas horas boas e nas ruins, fora que pessoalmente, o meu VW Gol, de cor preta e do ano de 2005/2006, nunca me deixou na mão... Quero dizer, no prego! Meu pai foi quem me presenteou, com ele. Nunca me esqueci do velho homem chegando com uma lista de carros, que seriam leiloados e então me pediu para escolher um entre mais de 100 opções. Eu sinceramente, não escolhi bulhufas, pois não entendia e não entendo nada de carros. Eu não me importava, falei pra ele trazer qualquer um, pois eu estava aceitando até jegue de motor. Então ele me vem com esse Golzinho, minto...Esse Golzão, sem ar, sem direção e somente com duas portas. Desde então muitas pessoas e situações se passaram na minha vida e digo, que quase 80% são devido a esse carro.

Sério, passa um flash na sua cabeça. Você começa a lembrar de historias e depois percebe que a historia do carro se confunde com a sua. Ele, o carro, viu o começo, o meio e o fim do seu namoro. Ele viu todas as moçoilas, as quais você deu carona e depois fez rolar, ou não. Ele guiou e foi o porto seguro de amigos seus, que vezes estavam bebados, vezes estavam apenas precisando de um ombro amigo ou até mesmo somente de uma carona.
Nas noites boas e nas ruins, nas noites em que você voltou acompanhado ou nas noites solitarias da praia do Araçagy. Ele sabe e tem a noção exata de quantas passaram pelos seus bancos. Ele também sabe de quantas poderiam passar, mas não passaram, pois não deram abertura ao seu dono, o fazendo voltar sozinho pra casa.
Ele era um espião na casa do amor, pois ele sabia os segredos e os desejos. Ele era a casa do amor, pra falar a verdade. Quantos bairros ele visitou comigo, para deixar amigos e amigas.
Meu carro, até minhas notas academicas ele sabe, até porque foi ele o reduto de provas e provas, que em seu banco traseiro, ficaram esquecidas. Ele sabia do meu gosto musical e quando um ritmo ou uma banda se adequava ao momento. Certos momentos era a vez do Jazz, outras do samba de raíz e muitas outras do bom e velho Rock n Roll! O clima desejado é que ditava.
Ele esteve comigo comemorando vitorias e chorando derrotas do Fluminense. Quem não se lembra dele no meio da carreata, com sua buzina alegre e barulhenta como a de Abelardo Barbosa, depois que o tricolor foi campeão da Copa do Brasil de 2007? Assim como ele também já me guiou em noites melancolicas, onde o céu estava cinza, me dando teto, com a fidelidade canina, que os carros também possuem. Dizem que o cão é o espelho do dono, com o seu carro não é diferente, pois até mesmo no curta metragem, que eu atuei, ele também fez uma ponta, como o carro do protagonista. Fora as discussões com flanelinhas metidos a sabichões! As saídas do shopping, sem pagar!
Eu admito, eu não cuidei dele do jeito que ele cuidou de mim.
Eu entendo agora porque alguns se apegam a seus carangos. Eles são um livro mais que aberto, eles são historiadores, eles guardam o momento. Nas loucuras, nas alegrias ou até mesmo nos pudores e nas tristezas, eles estão lá para nos levar para casa, sabendo que amanha é um novo dia e que tudo há de ser melhor. E no fim, a maquina sempre estará pronta, para me acompanhar e saber das minucias da minha vida.É, talvez no futuro eu até tenha carros melhores e que atraiam mais mulheres e chame mais atenção de colecionadores ou quem for que goste de automotivos, mas o fato é que no quesito historias esse meu primeiro carro, o Gol preto, não fica atrás de nenhum outro. É amigos, eu aprendi, a me acostumar, a sentir saudade das pessoas, já que todos os amigos que tenho em vida, dificilmente poderei uni-los em um só lugar, por eles viverem em lugares diferentes e longe uns dos outros. Mas to vendo agora que um carro pode te deixar mal, por simplesmente ter estado com você em momentos, maravilhosos ou até mesmo momentos dificeis. Claro, no fundo eu sei que é só uma caixa de metal, aparelhada com rodas e um motor, mas isso mostra, que as vezes um mero objeto inanimado, pode te dar muito alento. E pensar que há seres humanos, que não nos dão tanta segurança e alento, como um mero carro. Ora chamado de "ameixa" por ser muito amassado, ora chamado de "Motel Hell", por causa de brincadeiras. Na verdade o que menos importa é o nome. O mais importante é lembrar que você ganhou muita kilometragem na vida, por guiar aqueles volantes, rumo sabe-se lá para onde!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Penta ou Hexa? Escolha você mesmo.

"Ser Fluminense é ter os olhos limpos, sem despeito, e claro como a esperança." Resolvi postar o meu ponto de vista, sobre essa confusão que assombra o futebol brasileiro, desde 1987. O Flamengo é penta ou hexa, após vencer o titulo de 2009?
Esse trecho do poema de Artur da Távola, reflete a minha proposta e os meus argumentos diante dessa polemica.
Amigos, dizem que há alguns modos de você avaliar o esporte, seja ele o futebol ou não. Você pode se restringir meramente a dados oficiais, que um pequeno grupo legitima (FIFA, CBF, CONMEBOL) ou você pode avaliar tudo com o bom senso, olhando para os lírios e não para as leis.
Vamos por partes.
Eu vou começar falando do grupo que defendo, o grupo do bom senso.
Eu gosto de avaliar um titulo, baseado no contexto da época e na qualidade dos clubes, que no campeonato estão. Não basta apenas ter nome ou mídia.
Na minha opnião, o Flamengo é hexa campeão brasileiro, porque eu emancipei a Copa União de 1987, a nivel de campeonato brasileiro (Nacional). Os melhores clubes da nação lá estavam e jogavam. A população acompanhou toda a saga rubro-negra rumo ao topo e foi esse campeonato, que teve o nivel que condizia com as tradições do futebol brasileiro. Em resumo, essa foi a competição mais importante da nação, no ano de 1987 e logo eu com o meu bom senso, emancipo a Copa União, a nivel de Campeonato Brasileiro.





















Mas e o Sport Club do Recife? Sim, esse também foi campeão de 1987. Também pode gozar do titulo brasileiro de 1987, pois venceu no regulamento. Como disse em um texto anterior aqui no blog, regulamento também faz parte do futebol. Regulamento também decide campeonatos. Regulamento dá ou tira a vitoria de um time, mesmo sem esse ter perdido no campo. A taça está merecidamente na Ilha do Retiro.
Por mais estranho e questionavel, que esse regulamento de 1987 fosse, foi assim que ficou decidido. Pode ter sido uma decisão arbitraria é verdade, de um dirigente que é velho conhecido de todos, mas serviu de lição aos outros cartolas de como é importante você ter cuidado com as pessoas que te representam. Ainda mais quando apenas uma pessoa representou a todos.
Voltando ao assunto, de existirem dois campeões em 1987, é assim que vejo o campeonato daquele ano. Não é uma questão de querer agradar a gregos e troianos ou ficar em cima do muro, mas vejam que a historia do futebol brasileiro permite esse tipo de raciocinio. Temos varios torneios Rio-São Paulo, que são divididos, na decada de 60, com mais de um campeão. Inclusive existe um que foi dividido entre 4 campeões. Não que eu ache isso legal, mas o regulamento deu brechas para isso e foi isso que aconteceu. Temos essa mancha no futebol nacional e teremos essa polemica para sempre. Mas para mim, o pensamento até agora é esse.
Outra coisa que quero frizar é que se os flamenguistas ou qualquer outro torcedor afirma que o clube da gávea é hexa, é poque eles ignoram o que é oficial e adotam o bom senso. E é aí que entra outro ponto: Se o Fla é hexa, o Palmeiras é octa, o Santos idem, o Fluminense Bi campeão e outros clubes podem emancipar seus titulos nacionais conquistados antes de 1971 para o nivel de brasileiro, pois eram os campeonatos mais importantes da nação, na época. Assim como emancipamos a Copa União, por ser a competição mais importante de 1987, no calendario do futebol brasileiro.


Caso você prefira não adentrar a historia do futebol e deixar os criterios para os poucos homens da Fifa, que pouco se importam com o futebol brasileiro e com a historia dos clubes em geral, então convenhamos que o Flamengo agora é penta, que só dois clubes do Brasil ganharam o mundial interclubes (São Paulo e Inter, cada um com um titulo) e que a historia tem que ser apagada e recomeçada a cada decada.
E então, o que vocês escolhem, filosofos e amantes do esporte bretão? Querem preservar a historia e considerarem o grande titulo do Bahia, contra o Santos de Pelé e torna-lo um grande titulo nacional ou preferem deixar que as entidades, compostas de homens entendidos e sabichões reconheçam apenas o que lhes convir?
Percebam que esse pessoal só tem olhos para o futebol europeu.
Pergunta: Porque o melhor jogador do mundo, tem que sair sempre de um clube europeu? Tudo bem, todos sabemos que os melhores jogadores jogam lá. Mas tiveram casos na historia, que jogadores aqui da America do Sul, jogaram absurdamente bem em uma temporada e nem ao menos foram lembrados. Cito agora dois exemplos, de jogadores que deveriam ser lembrados e poderiam ter grandes chances de ganhar o trofeu de melhor jogador do mundo , mas que nem ao menos foram relacionados, porque jogavam aqui na America do Sul.
São eles: Edmundo em 1997 e Carlos Tevez em 2003. Ambos só não fizeram chover nessas temporadas, mas ganharam praticamente tudo o que disputaram.
Tudo bem que o Edmundo, naquela época, teria que competir com o Ronaldo Fenomeno e pra mim o Edmundo perderia, mas ele deveria ser ao menos lembrado. Já em 2003, o Tevez pelo Boca, jogou muito mais que o portugues Figo, na epoca, jogador do Real. O Tevez ganhou tudo mesmo que pôde pelo time de La Bombonera, enquanto o Figo, apenas tinha a mídia de ser jogador do Real.
Fazendo justiça com uma entidade: A Conmebol foi perfeita ao reconhecer o titulo do Vasco de 1948, mesmo não sendo algo organizado por ela ou uma federação, mas sim por um clube, o Colo-Colo do Chile. Vasco campeão da America de 1948. Foi um grande titulo.
Voltando ao assunto, a mensagem é que devemos valorizar o que é nosso e que a memoria de cada club, quem tem que preservar são os torcedores e não as entidades.
Flamengo hexa e campeão do mundo de 1981. Sport Recife campeão de 1987. Palmeiras octa e campeão do mundo 1951 etc.
Por fim, esteja livre para escolher o criterio, que você achar mais justo, porém aplique esse criterio igualmente para todos.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Isso sim é "Reality Show".

Meus caros, o termo "reality show" é dado para programas de TV, que mostram reações humanas, em um determinado contexto, onde não há um script ou algo que pre determine como essa pessoa deva reagir. Resumindo, a pessoa entra para participar de um programa em um formato determinado, mas não será um personagem, mas somente ela mesma.
Dizem que esses show´s mostram como o ser humano vive de fato, quem é quem quando a vitoria e a derrota bate a porta do seu cotidiano, mostra como a pessoa lida com seus problemas e quais são as soluções, que ela arquiteta para sair de uma situação ruim e tudo isso tendo que lidar com pessoas, pois na realidade (reality) é assim.
Amigos, eu confesso que não sou muito chegado nesses tipos de show, não importando em qual formato eles estejam. As vezes pode se fazer alguma analise sociologico, antropologica, psicologica etc. Mesmo assim não tenho muito interesse e não chama muito a minha atenção.
Esse texto, quero me permitir determinar um novo conceito de reality show, esse sim de fato "reality", que graças as novas tecnologias portateis podemos assistir a esses episodios da vida real. (Daniella Cicarelli, flagrada tendo relações sexuais no mar, em praia da Espanha)

Essas cameras portateis, sejam elas em celular ou fora deles, juntamente com a internet, estão cada vez mais, tornando milhares de pessoas testemunhas oculares da vida real e das nossas anomalias socias. Toda semana temos levado um choque de realidade e tudo isso graças as milhares de cameras portateis espalhadas nas mãos de todo tipo de gente, que as levam para todo tipo de lugar.
O engraçado, é que tudo flagrado e documentado, assim podemos dizer, sempre aconteceu desde os tempos do seu avô e acontecerá também nos tempos do seu neto, pois tratando-se de humanidade, tudo pode-se esperar, independente da cultura ou do nivel de instrução ou social. Em alguns lugares menos favorecidos de instrução e recursos, as bizarrices e acontecimentos chocantes podem ser mais acentuados.
Falando do nosso país, infelizmente o quadro social do Brasil hoje em dia, dá margem a existencia de policiais que flagram a assaltantes matando um homem por miseras roupas e acessorios, e mesmo assim com o flagrante do ato, não fazem o seu dever. Não satisfeito, ainda abordam os bandidos apenas para roubarem os pertences que pouco antes eles haviam roubado, para depois de tudo, deixarem os assassinos irem embora na boa, andado. Será que eles estavam baseados naquela lei do "Ladrão que rouba ladrão, tem 100 anos de perdão."?
Outro exemplo de policias despreparados, também foi flagrado em Santa Catarina.
Casos parecidos devem ter acontecido antes? Com certeza, inumeras vezes e todas as semanas, para não dizer todos os dias. Acontece que agora será comum a gente ter noticias e não satisfeito ainda ver como a noticia aconteceu de fato, pois alguem com certeza deve ter capturado as imagens.
A dissolução dessa tecnologia portatil só se deu de uns tempos para cá, por isso esse mar de coisas quando trazidos a tona, chocam a população. Esses tipos de flagras, só tendem a aumentar, como no caso dos dois jovens que praticavam sexo em um banheiro de uma escola publica, no Pará. Eu vi as imagens, que foram filmadas por um outro colega, que ainda instruia e meio que dirigia os dois parceiros.
Nada contra o sexo e sinceramente, não sou tão conservador de dizer, que o absurdo estava no ato sexual em si e nem na idade de ambos os jovens. Para mim o absurdo estava no local onde a coisa foi feita e também no terceiro integrante que estava gravando tudo. Esse tipo de coisa, deve ser mantida fora do ambiente de estudo ou perto de outros que aindam não estão preparados para tal atividade. Esse tipo de ato também deve ser guardado para si, visto que temos uma sociedade pessimamente preparada e mal instruida.
Em respeito a instituição e a seus colegas, ambos deveriam procurar um local adequado e nem ao menos terem documentado o ato.
Pergunto mais uma vez: Foi a primeira vez que aconteceu esse tipo de coisa, num ambiente escolar? Não, não foi e isso é mais comum do que se imagina. Eu que estudei em 12 escolas durante a minha vida, tanto escolas publicas como particulares, já tive acesso a relatos e historias muito piores que essas, que apenas não foram gravadas por nenhum meio.
Sobre a idade de ambos os alunos, esclareço que o meu ponto de vista é que cada um sabe a hora certa para iniciar a sua vida sexual, levando em conta que deve ser algo espontaneo e não forçado, seja por um grupo ou seja pela midia.
Isso já cabe aos pais e mestres a instruir os jovens a conhecerem melhor sua mente e seu corpo, para que não façam algo contra si e depois se arrependam.
Outro tipo de situação, que é velha, mas mesmo assim todo mundo que vê ainda se choca bastante, é a famosa briga de grupos rivais. Sejam eles da mesma escola, sejam de jovens de escolas diferentes ou até mesmo jovens que agridem somente um individuo, por se acharem melhores e com isso praticam o bullying, para se auto promovorem as custas dos outros, ditos indefesos.
Esse semana, mais uma vez um video de violencia na escola ou nas proximidades dela, praticadas por alunos, repercutiu fortemente nos meios de comunicação. Como disse, com 12 escolas de bagagem, eu já vi esse tipo de coisa até dizer chega.
E novamente eu pergunto: Foi a primeira vez? A resposta, qualquer pessoa que passou pelo menos um semestre numa escola, já sabe e já deve ter visto.
Eu sinceramente, não me choquei, não porque sou frio, mas porque casos parecidos, eu já tinha visto ou ouvido antes.
Se não me choca, posso afirmar que isso me revolta. Conformista eu me recuso a ser, mas impressionado, confesso que dificilmente serei.
Com esses novos dispositivos e tecnologias portateis, veremos aos montes meus caros, mais e mais casos absurdos de coisas boas e ruins.
Elas sempre aconteceram, a diferença é que agora temos que estar preparados para sermos testemunhas.
Quem aqui não gostou de ser testemunha de um caso, onde uma maluca desequilibrada, vai no meio da madrugada em frente a um predio, pedir aos berros e insultos a um morador chamado Pedro, o seu chip de volta.
Em 2008 a reporter da ESPN americana, Erin Andrews foi flagrada e teve sua liberdade e integridade comprometida, depois que um tarado a seguiu e a filmou nua em seu quarto de hotel, no Tenesse. O rapaz que fez as imagens foi condenado e preso, semanas atrás.
Talvez, isso seja bom, para mostras as pessoas a realidade, seja ela bruta ou bizarra, comica ou tragica. O que de fato acontece na vida e nas ruas, muitas vezes da amargura. A hipocrisia pode acabar e as pessoas começarem a olhar situações reais e com isso buscarem soluções reais, inves de ficarem ligando pra votar nos artistas de midia, criados pelos reality shows, com seus pseudos problemas.
Nesse novo BBB tome cuidado a cada dia, pois no paredão o proximo pode ser você.



NOTA: No intervalo de um dia, em que eu escrevi esse texto, as nossas cameras espalhadas Brasil a fora, flagraram mais um comportamento ignorante por parte da nossa sociedade. Foi em uma universidade particular de São Paulo, onde uma aluna foi hostilizada por ter ido com um traje, supostamente, muito descolado. Vejam que ela sentiu na pele, o que é ser um criminoso sofrendo sanções sociais pelo seu "crime"!
Video:

domingo, 11 de outubro de 2009

Argentina é a favorita

"Argentina é a favorita", foi o titulo que eu dei a esse texto, antes mesmo de escreve-lo.
Amigos, eu tenho certeza que os nossos vizinhos que tanto amamos odiar, vão a Copa do Mundo da Africa do Sul no proximo ano. Não satisfeito, vos digo que eles são favoritos em primeira escala, juntamente com Brasil, Alemanha e Italia. Talvez são mais favoritos a ganhar o caneco, que será disputado na terra do Mandela, que qualquer outra seleção. Explicarei.
Historicamente, seleções desacreditadas quando chegam a Copa tendo passado por muita dificuldade, essas seleções chegam com pouca mídia, poucas expectativas e passam desarpecebidas na fase de grupos, até porque na primeira fase a competição ainda está recheada de seleções fracas e sem expressão alguma e então fica facil de se classificar para a segunda fase, sem precisar de muitos méritos. Algumas vezes temos seleções que chegaram com cartaz e nem ao menos passaram da primeira fase, como a França e a propria Argentina em 2002.
Mas a Copa do Mundo começa a ficar boa mesmo, quando chega o mata-mata. Lá você descobre quem é quem no cenario mundial do esporte. Essas seleções que antes penaram para conseguir uma vaguinha na Copa, agora estão mais fortes do que nunca e quando você se dá conta, elas estão nas fases avançadas, com uma confiança e autoestima enorme, nem parecendo ser aquela seleção que passava por enormes dificuldades, contra equipes medianas do seu continente.
A historia nos mostra, que não é lá muito vantajoso chegar com um estatus elevado. Vamos aos fatos:
O Brasil em 1958, chegou a sua sexta Copa como mais uma seleção que poderia fazer boa figuração, pois nas eliminatorias onde apenas jogara dois jogos eliminatorios contra o Peru, o Brasil empatou o primeiro jogo em terra peruana por 1x1 e depois decidiu a vaga em casa, no Maracanã. A vaga veio, apertada, mas veio com um 1x0 suado e que não chegava perto de empolgar ninguem. O então tecnico Vicente Feola era pressionado e sofria uma enorme desconfiança vinda de todos os lados, tanto da imprenssa como da população. Eram tempos em que a desconfiança era muito acentuada, devido a perda da Copa de 1950 em casa, pro Uruguai e a regular, mas nada brilhante campanha na Copa de 1954, onde tinhamos perdido a semi-final pra Hungria e definitivamente andavamos de mãos dadas com o complexo de vira-lata. Complexo esse diagnosticado por Nelson Rodrigues, o qual dizia que o brasileiro tremia diante de rivais internacionais, por se sentir inferior e menos capaz.
Para alegria geral da nação, o titulo mundial veio. Titulo esse que começou a se desenhar após o jogo contra União Sovietica, que foi vencido por 2x0 e alí, pela primeira vez, jogariam juntos Pelé e Garrincha pela nossa seleção.
Citarei outros dois mundiais nossos, que chegamos como coadjuvantes e saímos como campeões. Começarei por 1994, onde o Brasil chegava a Copa dos Estados Unidos, com Romario e mais 10, após garantir a classificação a Copa no ultimo jogo das eliminatorias, no historico 2x0 contra o Uruguai, conhecido como o jogo do Romario. Logo no primeiro jogo contra a Russia, o Brasil perderia sua dupla de zaga titular: Ricardo Rocha e Ricardo Gomes. A primeira fase foi tranquila, dando destaque ao jogo Brasil x Suecia, o qual os nórdicos dificultaram bastante as coisas, fora isso, nenhum susto. Já na segunda fase, a seleção avançava aos trancos e barrancos, tendo logo de cara nas oitavas, os anfitriões da Copa no seu dia da independecia. Vocês sabem como os americanos são ligados a datas e a simbolismos. Eles entraram com a faca nos dentes, chegaram até certo momento do jogo a nos encurralar, pois estavam com um jogador a mais, devido a expulsão de Leornardo, que tinha dado uma cotovelado em seu marcador, Ramos.Passamos com o placar minimo, num gol de Bebeto, que rendeu uma declaração de amor ao seu companheiro de ataque baixinho.
Até a final contra a Italia, passariamos por Holanda e Suecia, ganhando ambos os jogos pela diferença de um gol apenas, com um futebol que fazia Galvão Bueno gritar: "Haja Coração!"
No final, ganhamos a Copa nos penalties, com Baggio isolando a bola sobre o gol de Taffarel.
A outra Copa a qual ganhamos, após passar grandes apuros nas eliminatorias, foi a Copa de 2002 na Coreia do Sul e Japão.
Felipão teve que ouvir poucas e boas, antes daquela taça ser levantada, por conta de não ter levado Romario. Deveriamos confiar em Ronaldo de novo? Felipão seguiu sua cabeça e o Brasil ganhou a Copa com sobras. Destaque para o jogo das quartas, contra a Inglaterra de Beckham e cia, que nos deu muito trabalho e que rendeu um gol historico de Ronaldinho Gaucho. Fora isso, o resto foi baba, exceto pelas eliminatorias!
Em 1982 foi a vez da Italia provar que Copa é Copa e Eliminatoria é Eliminatoria. A Azurra chegava a Copa se classificando atrás da Iugoslavia em sua chave e sua liga nacional, chamada de Calcio, vivia sua maior crise da historia, devido a compra de jogos e a corrupção de dirigentes, arbitros e jogadores. Um desses jogadores envolvidos no tal escandalo de manipualção de resultados era o algoz Paolo Rossi, que mesmo sem jogar a mais de meses, devido a uma suspensão, foi convocado e integrado ao plantel italiano.
A historia, muitos já ouviram ou se lembram, a Italia ganhou muita força e moral após vencer o inesquecivel e maravilhoso Brasil de Telê e cia, por 3x2 com 3 gols de Rossi e então deslanchou rumo ao titulo, após 48 anos de jejum.
Em 2006 a Squadra Azurra, também chegara a Alemanha para disputar a Copa, depois de outro escandalo de arbitragem e manipualção de resultado em sua liga nacional, que inclusive resultaram como punições o rebaixamento da Juventus e perdas de pontos ao Milan e outros clubes e cartolas italianos. A azurra começou discreta na Copa, vencendo a estreante Ghana e só empatando com os Estados Unidos. Após se classificar, pegou a Australia e passou com um gol feito nos acrescimos somente.As quartas de final foram mais tranquilas e uma vitoria de 3x0 contra a Ucrania veio. Nas semi-finais a Alemanha foi batida por 2x0 num jogo emocionante e a final contra a França, após um 1x1 e uma cabeçada de Zidane no zagueiro Materazzi a taça veio nos penalties, coisa que os italianos costumam temer, pois nunca haviam ganhado uma disputa de penalties antes em Copas do Mundo.
A Alemanha também é outra que ganhou Copas crescendo somente durante a competição, como em 1954 e 1990. Em 1954 superou nada mais nada menos, que a Hungria de Pusckás que estava invicta há 4 anos, antes da tal final.
Em 1990, chegou a Copa após ficar em segundo lugar nas eliminatorias, atras da Holanda em sua chave.
Pois é meus caros, acredito que a Argentina confirme a sua vaga nessas proximas semanas e volto a dizer: Argentina é a favorita!
Não caiam nessas ilusões que as eliminatorias proporcionam. A Copa do Mundo, vive e adora surpresas. A Copa parece querer trabalhar com voltas por cima, basta lembrar de Ronaldo Fenomeno. Cuidado e não fique surpreso se em 2010 tudo acabar em tango! Maradona e cia estão mais fortes do que nunca.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Introdução não necessária.



O maior dom que o ser humano pode ter com certeza é o da comunicação. O de poder saber exatamente expressar o que deseja, caso queira realmente se expressar. Por isso meus caros, conversem, falem e perguntem a quem vocês quiserem, sobre o que vocês quiserem. Por conta dessa desvairada busca por outros humanos comunicativos e com coisas que somam ao meu gosto, venho sendo apresentado a varios materias sensacionais, os quais eu desconhecia e que enfim posso ter o prazer de desfrutar.
Esse dias, tive acesso a um conteudo lindo, daqueles que você fala: "Historico, vamos ver o inicio de tudo. E foi assim que começou uma brilhante trajetoria"! Sim, eu sabia estar diante de um feto, daqueles que o autor, hoje, já um mito dessa arte, ao relembrar tal obra, com certeza teria o seu dia inteiro sugado pela nostalgia e emoções vividas, que seriam trazidas como uma avalanche a sua memoria.
Sem mais delongas, matando a curiosidade de todos, o material o qual tive acesso foi simplesmente um album que John Paul Jones e Jimmy Page gravaram antes do LED. Não! Minto! O tal album foi gravado em 1968, antes mesmo de serem formados os The New YardBirds, nome esse que antecedeu o lendario Led Zeppelin.
Jimmy Page realmente chuta o balde. O cara sabe dar a suavidade, que a musica precisa, pois o som dessa banda é mais descolado e leve, mas tudo isso sem perder a pegada.
Talvez ele até se indentifique mais com esse som mais leve, com toques de blues e pop, que o som mais pesado do Led. Não estou afirmando nada sobre a preferencia dele, mas ele parece ficar bem a vontade e livre, passeando (solando) pela musica, enquanto o baixo e o piano encorpam e dão base as canções. Não satisfeito ele também assume um papel de guitarrista base certos momentos, dando então liberdade para que o Sax, faça as honras e sole, como em "Lonely Weekend". Mas sua versatilidade não acaba somente aí. Em "Everything I do is wrong", Jimmy Page, em grande parte da canção fez a base, mas então não se conteve e solou juntamente com o Sax.
Paro por aqui as analises e repasso o brinde a vocês, para que vocês mesmo possam desfrutar dessa maravilha.
Agradeço a indicação da minha dignissima desbravadora das 7 artes, Fernanda Benevides.
Também devo fazer menção ao blog venenosdorock, que disponibilizou o tal material online e disponibiliza varias outras raridades.

Vamos ao album:



(Clique para ver a figura no tamanho original)


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domingo, 27 de setembro de 2009

I will never be untrue



Eu ando observando as coisas, sim meus caros e ultimamente eu andei observando o que as pessoas fazem quando estão em busca de um parceiro ideal. Eu sinceramente, fiquei abismado como as pessoas mudam e forjam as coisas, quando sentem que precisam agradar a um suposto pretendente.
Vejam vocês que elas, as pessoas, mudam a postura, elas ficam medindo movimentos, ficam jogando e o pior de tudo, ficam pouco espontaneas. Uns superestimam o futuro alvo, acham que a pessoa é de outro mundo, que a pessoa tem um senso critico apurado a ponto de não deixar escapar nada e com isso não é permitido errar e todo esse bla bla bla. O pior é que o tempo passa e o que se descobre é o oposto, que a tal pessoa tem a autoestima baixa, que é segura e solida como o Palace II e é por essas e outras que eu prezo pela humanização das pessoas. Elas vão ao banheiro, elas urinam, elas ficam doentes e sentem medos como todos, inclusive você e eu.
Outra coisa meus caros, a mulher que ao meu lado estiver, ouvirá as mesmas fanfarrices que os meus pais, amigos e conhecidos, com a diferença de poder conhecer a minha intimidade, o que não me torna diferente, mas apenas abre o olho da "moçoila" para um ponto de vista diferente sobre a minha pessoa. Mas não estou aqui para falar de mim de modo profundo e intensamente esclarecedor, mas sim do que venho percebendo ao meu redor.
Certa vez me perguntaram, que tipo de assunto eu converso com uma mulher que eu almejo. Eu sinceramente converso, o que se conversa com uma pessoa normal. Qual o assunto? O assunto da semana é qual? A mulher fala de que? Se for futebol, eu falo. Se for Rock n Roll eu falo. Politica? Porque não? Artes também. Qualquer coisa que eu tiver curiosidade eu pergunto. "Hey, mas e se a mulher não tiver assunto algum"? Resposta: ENTÃO EU NÃO A ALMEJO.
Mulher monossilabica é a coisa mais chata que existe, será que a mulher nunca viveu nada na vida, que possa me ensinar e papear? As vezes alguem é monossilabico, por estar de má vontade para com a sua pessoa. Eis outro belo motivo para essa pessoa não estar ao seu lado, pois má vontade na vida já basta a dos governantes, que dirá a de alguem a qual você divide o seu tempo.
Eu não sei porque diabos eu to escrevendo tanto, se eu poderia resumir tudo em uma unica frase, a qual seria: Faça tudo que você sempre gostou de fazer, fale do que vc gosta de falar e deixe o resto do trabalho para a seleção natural. Quem gostar de você de fato e se aproximar, conhecerá a sua intimidade, quem não gostar: Aquele abraço!
Se eu pudesse dizer qual seria a ultima coisa que você deveria fazer, essa coisa seria: Tente agradar a todos. Sim meus caros, a ultima coisa que você deve tentar fazer na vida é tentar agradar a todos, até porque é bem dificil, ou deveria ser, tentar agradar a si proprio. Faça a coisa certa para você e por você, pois ao seguir a sua cabeça, você estará de bem consigo mesmo e então poderá ajudar e somar na vida dos outros e isso sim é ser verdadeiro.
Ah, já vos digo que ao ter uma linha de pensamento, digamos, traçada por você proprio em relação a lidar com os outros de uma forma verdadeira, muitos vão te questionar e buscar saber o porque de você fazer tais coisas e todo um discurso pronto do tipo "Você acha que as pessoas acham isso bonito"?
A resposta dessa questão vem com outra pergunta: Vocês acham que as pessoas sabem o que é bonito?
Não, não sabem e tão longe de saber, logo você continua certo e com autoconfidencia o suficiente para não precisar enganar as pessoas fazendo tipo ou caricaturas do seu "não eu".
É isso, acho que não tenho mais o que escrever. Deu vontade, fale. Ficou a duvida, pergunte. Sentiu saudades, ligue. Sentiu raiva, xingue! Fluminense perdeu, não me perturbe!

PS: Eu já cheguei em mulheres fazendo caricaturas e fingindo ser algo que não sou, mas somente pela fanfarrice e pelo free sex, pois em nenhum dos casos queria construir uma relação.

PS1: Na maioria das vezes as quais fiz as coisas relatadas acima, estava sob efeito de alcool.

PS2: Fazer isso que eu falei acima é bom para praticar atuação, caso você faça teatro ou queira ser ator, fica a dica.

Abraços!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

As lembranças dos orgulhos e vergonhas

Estava eu navegando aqui por varios portais, blog´s, colunas e o que mais se entender por sites com conteudos informativos e me deparei com uma bela iniciativa da globo.com: Buscar na historia dos grandes clubes do Brasil 10 jogos historicos.

O portal resolveu dividir a lista da seguinte maneira, 5 jogos que orgulham e 5 jogos que envergonham. Após sair a lista do Fluminense, eu me deparei com otimas e pessimas lembranças ou seja, os idealizadores da ideia conseguiram seu objetivo de resgatar lembranças e sensações que um club amado desperta em seus torcedores, pelo menos comigo conseguiram.
Vamos a lista do Fluminense dos ditos "jogos na memoria":

Dos que orgulham, o primeiro da lista é o obvio ululante Fla-Flu do Gol de Barriga.
Ah, o tal gol, eu tinha 7 anos de idade e me lembro de tudo, serio, não somente o gol, mas exatamente as reações de medo e de prazer que aquele jogo me deu sendo eu ainda uma criança. Certa vez, tempos atrás, navegando pelos blog e sites de futebol que existem pelo mundo virtual, me deparei com um artigo que um jornalista ingles escreveu sobre o futebol brasileiro. Falava sobre o frisson que a seleção de 1958 causou ao ganhar a copa de 58, porque o Brasil ganhou com uma superioridade enorme, encantando o mundo, mas ainda nem tinha uma liga nacional, apenas campeonatos estaduais. "Como o Brasil alcançou esse nivel, sem nem ter uma liga nacional?" Segundo o tal jornalista bretão, essa era a pergunta que o mundo fazia a respeito do futebol brasileiro, naqueles tempos. Voltando ao assunto do gol de barriga, eu resolvi mencionar esse rapaz, porque ele encerrou o seu texto sobre o nosso futebol com tais dizeres: "Existem 3 imagens classicas no futebol brasileiro: Os dribles de Garrincha, a bicicleta de Pelé e o gol de barriga."
Sim amigos, ele não especificou, somente falou "gol de barriga". Isso é claro, quando se fala "gol de barriga", não há necessidade de maiores explicações.
Eu vi esse jogo no apartamento de uma tia minha, que se encontra em São Conrado, bairro nobre do Rio. Lá estavamos minha familia e uma outra familia de amigos nossos, sendo eles todos flamenguistas. Me lembro que quando o Flamengo empatou o jogo, eu me retirei e fui brincar com os antigos brinquedos da decada de 80, que meu primo deixara lá em seu quarto vazio, pois o mesmo não morava mais lá. Depois eu voltei a acompanhar o jogo com o meu pai, que se encontrava em outro comodo do apartamento, vendo o jogo sozinho. Não sei o porque disso, mas ele estava lá e eu juntei-me a ele. O gol saiu, nos abraçamos e vi o primeiro titulo do Fluminense na vida. Em resumo, esse titulo significa muito para mim, por ser o primeiro e porque por um bom tempo seria a minha unica alegria com o Fluminense.

Dos que envergonham, o primeiro da lista ficou para a estreia na serie B de 1998, que ocorreu num sabado, 11 da manha, com a presença de 40 mil pessoas. Eu não estava lá. Meu pai nunca foi muito chegado a ir a estadios, sempre preferiu ficar vendo de casa e quando iamos, ele sempre achava babaquice as tais manias de torcedor. Essas manias de cantar batendo palmas, de se abraçarem, de xingar, de ficar pulando, coreografias... Ele mal comemora gol. Quando ele ia, ele ia por mim, mas era dificil, tinha desculpas prontas: "Ah é classico, vai tá muito cheio... vamos num que tenha menos gente". Ou então: "Não vale a pena a gente ir pra ver jogo contra time pequeno, deixa vir um jogo que valha a pena".
Esse jogo contra o ABC, foi o começo do inferno, foi pior que cair em si, pois eu, criança que era, tinha pra mim que a serie B ia ser algo otimo, pois eu ia ver o Fluminense jogando só contra galinhas mortas e com isso ia me brindar com uma vitoria toda semana. Não foi esse o roteiro que os deuses da bola pensaram e logo estavamos rebaixado e estreando na terceira divisão e com isso vem o segundo colocado nos jogos que envergonharam, a derrota na estreia da serie C para o Villa Nova-MG. Meu amigo, foi horroroso, pois no mesmo periodo eu conheci o Sampaio Correa, que até então por ter crescido no Rio, não conhecia. Quando eu digo que foi horroroso para o Fluminense, é porque durante uns meses, o Sampaio foi a fonte da minha alegria futebolistica. Normalmente você torce para clubes locais e escolhe um grande do sudeste para ser a sua fuga das decepções que o futebol local lhe proporciona, mas no meu caso foi o inverso. Um dia na historia o Sampaio esteve uma divisão acima do Flu e que durante uns meses foi ele a minha fonte de alegria no futebol. Você deve ter pensando: "Porra, mas o autor do blog, nem é tão fanatico, ele é moda." NUNCA! Em nenhum momento, disse que troquei o Fluminense, apenas disse que no mesmo periodo, conheci o Sampaio Correa, apresentado a mim pelo meu tio Zé Alberto, que me levava aos jogos durante as ferias e assim o Sampaio me dava alguma alegria. Mas só deixando claro, OBVIO que eu acompanhei o Fluminense em sua caminhada pela terceirona. Me lembro do surgimento do Roger, me lembro de na escola berrar "Magno Alves!", quando fazia gol etc.

Bom, o segundo jogo de orgulho para o Fluminense, segundo a reportagem, foi o Flu 3x1 Boca, pela libertadores 2008. Eu sinceramente, digo a vocês que a vitoria contra o São Paulo foi mais emocionante, pelo menos para mim. Mas concordo que em materia de orgulho, o jogo do Boca foi enorme pelo fato de não ser apenas o orgulho das tres cores que traduzem tradição, mas sim pelo orgulho do futebol verde e amarelo. O Boca olhava para os clubes do Brasil, como Hitler olhava para os judeus. O Boca é um rival odiavel, ele sempre é favorecido, é um club populista e acima de tudo é argentino. Com aquela pompa e mistica construida sobre La Bombonera, mas nunca blasé, isso reconheço, sempre valoriza e batalha por todos os titulos e quando perde não aceita facil, por isso é grande. Mas nessa noite, havia uma mistica maior, o Maracanã lotado é algo inigualavel, ainda mais quando a torcida que lá está nunca para de cantar. Pó de arroz, isso é algo acima de uma tradição, talvez o pó de arroz seja o alimento da alma, do espirito. Se algum dia eu tiver que defender o meu país numa guerra, eu me cobrirei de pó de arroz para ir a batalha. Assim como pintar o rosto é a camuflagem do corpo, o pó de arroz é a camuflagem da alma, que a deixa pronta para atravessar o bloco da harmonia, como diria o profeta Nelson. E a harmonia jamais atravessada desde o Santos de Pelé, não somente foi atravessada, como quebrada. Flu na final.

A terceira vergonha listada, foi a fatidica final de 2005, contra o Paulista de Jundiai. Me lembro que eles abriram 2x0 no primeiro jogo, onde o gramado foi molhado antes do jogo, como sempre o Paulista fazia. O pior é que o Fluminense se surpreendeu com isso. O Paulista vinha de uma classificação heroica, contra o Cruzeiro, onde chegou a estar perdendo de 3x0 na virada do intervalo, então o treinador Vagner Mancini escreveu na lousa do vestiario: Milan 3x0 Liverpool. A referencia ao historico jogo da final da Champions League do mesmo ano, deu certo e então com dois gols, o Paulista conseguiu a classificação, pois havia vencido o primeiro confronto por 3x1 em sua casa.
Sim amigos, quando soube que o Paulista de Marcio Mossoro iria fazer a final, eu fiquei feliz, achando que ia ser tranquilo. Pensei até em duas vitorias. Infelizmente vitoria tricolor foi um resultado que não ocorreu na final, em nenhum dos dois jogos. O joga da volta foi 0x0, com o Fluminense com mais de 80% de posso de bola, se isso serve de consolo. Me lembro que na epoca, fui até com a camisa do Fluminense para escola no dia seguinte ao empate da perda do titulo.

O terceiro jogo que orgulha, é a semi-final de 1984 entre Fluminense e Corinthians, 8 anos depois do suposto jogo da invasão. O primeiro jogo seria em São Paulo e eu não era nascido, mas pelo que aprendi da historia do Fluminense, esse jogo foi uma das mais perfeitas aulas taticas já vistas na historia do futebol brasileiro. O Fluminense teve autonomia e dominou todos os setores, sabendo brecar o impeto corinthiano e agredir quando tivesse chance. A prova do controle e da calma pelo lado tricolor, se dá ao analisarmos a eficacia tanto ofensiva, quanto defensiva. Quando fomos ao ataque, fomos muito perigosos. Abrimos o placar numa falta que o Dom Romero colocou na cabeça do Assis. Defensivamente tava tudo dominado, e o Corinthians ia todo a frente e só ciscava por não encontrar espaço. Já o nosso contra ataque dava medo, e essa seria a arma que mataria o jogo, com um gol de Tato.
Fluzão na final do Brasileirão contra o Vasco, que passara pelo Gremio, titulo mais que garantido.

O quarto jogo selecionado como vergonhoso, foi o jogo que me fez chorar copiosamente de baixo do chuveiro após desligar a televisão, por não acreditar.
Aquele jogo, foi o jogo que me fez bater no peito e falar que seria tricolor para sempre. Eu descobri o que era amor clubistico no dia 09/12/1995, quando o Fluminense, até então melhor defesa do campeonato brasileiro, não tendo perdido por mais de 3 gols em nenhum jogo da temporada, deixava a final do Brasileiro de 1995 escapar de uma forma cruel para a torcida. Eu costumo dizer que aquele jogo celou os pessimos 4 anos que o Fluminense teria no futuro. Se tivessemos passado, com certeza não perderiamos para o Botafogo. Voltando ao jogo, o Fluminense entrou em campo bebado, com clima de "já ganhou", cansado e cheio de churrasco na pança. Giovanni? Obvio que nós perdemos para nós mesmo. Claro o grande meia Giovanni, com um futebol refinado, teve uma atuação majestosa, guiando o peixe nos 90 minutos, mas ele não seria pareo, caso o Fluminense tivesse o minimo de profissionalismo naquela semana. Para quem achava que a lição de 1975, da semifinal contra o Inter tinha sido aprendida, esse time de Alê e cia, mais o time de 2005 e a LDU tratou de nos provar que não.
Fazer o que? Sobrou para mim, já com oito anos, ter trauma desse jogo. Serio, já revi a final de 2008 contra a LDU, mas nunca revi os gols desse jogo de 1995. Toda vez que tento, eu paro o video quando o Renato perde um gol cara a cara, quando o jogo ainda estava 0x0.
PROXIMO!

O Proximo jogo da vergonha, foi a perda da vaga na libertadores de 2005. Eu estava nos EUA essa epoca, pois estava fazendo intercambio e me lembro que tinha chegado a conclusão que a vaga estava perdida, após perdemos de virada o jogo em São Januario, para o Juventude. Exclamei puto: "Porra, pegar a vaga do Palmeiras em pleno parque antartica é que não vamos. Perdemos a vaga na libertadores". Claro amigos, nossa moral estava perdida. Mesmo puto, eu nos EUA não senti tanto o golpe, por simplesmente estar longe. Sim, as coisas parecem distantes e sem intensidade, quando não estão no seu cotidiano.

Os ultimos jogos do orgulho, são o gol de orelha de Doval e o lendario gol de Assis ao apagar das luzes. O primeiro, foi na suprema final do carioca de 1976, o ultimo titulo da Maquina Tricolor e foi suado. Quando nós jovens nos referimos a Maquina Tricolor, parece que o time fracassou, por ter deixado dois brasileiros escaparem, sendo que as vezes eu até costumo dizer que o Inter viveu a nossa historia, na decada de 70, pois ganhou o que era nosso. Mas não é bem assim, O Fluminense ainda é muito lembrado por ser o "show team" ou o "dream team" daqueles anos. Li uma vez, que a Maquina Tricolor, era mais ou tão aguardada quanto a seleção brasileira quando viajava aos lugares. Era como se o circo tivesse chegado a cidade. O time causava alvoroço e todos queriam ve-lo. Seriam eles os galaticos da decada de 70?
Enfim, não sei responder ao certo, não era nascido, mas as imagens e os gols fantasticos que eu pude ver daquele time, já falam por si só. Horta, como presidente, polemico presidente, que muitos idolatram e outros o crucificam por ter permitido no mesmo ano de 1976, que a Fiel torcida do Coritnhians quase dividisse o Maracanã com a nossa torcida. Dizem que muitos tricolores ficaram do lado de fora do estadio naquele dia.
Pro bem ou para o mal, mas acredito que mais para o bem, a Maquina Tricolor com suas brilhantes atuações e jogadas e com seus grandes titulos cariocas, está na historia do futebol nacional.
O Quinto, mas não menos importante jogo que orgulha aos tricolores, é o famoso gol de Assis, por de baixo do goleiro Raul Plassmann. O temivel Flamengo da decada de 80, para os outros, não para o Fluminense. O impedimento de Adilio é assinalado e então Rondineli, o deus da raça, entrega a bola nas mãos de Jandir, que sem pensar poe a mesma na grama e toca para Delei que lança para a corrida de Assis, nas costas de Junior, o resto a historia conta...

Raul, goleiro rubro negro uma vez revelou que o numero do seu calçado é 42 (se a minha memoria não me trair) e brincou dizendo que se ele calçasse um numero a mais, aquela bola não entraria. Fora outras historias, como uma que dizia que o goleiro Raul, tinha um vizinho tricolor, que quando ficava resfriado espirrava: "Assisss, Assiisss".

Enfim, após analisar essa lista de bom gosto e que resgata algumas partidas historicas do Fluminense, podemos perceber que:

-Todas as 5 partidas da vergonha ocorreram após a decada de 80, ou seja, eu infelizmente não só presenciei a todas, como tenho lembranças delas.

-As duas primeiras que servem de orgulho, eu não só era nascido, como as vi acontecer de perto.

-O Fluminense tem grandes jogos, titulos e glorias em todas as decadas, mesmo nas piores.

-O Fluminense não teve uma época ou geração, mas sim sempre foi grande em todas as epocas, até quando pareceu menor.




O Fluminense não tem tradição, o Fluminense é a tradição!
(Nelson Rodrigues)



Abraços e Saudações Tricolores.

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